The PickUp Artist VH1

14 06 2009

The PickUp Artist é um reality show americano exibido no canal VH1, e foca um grupo de oito ou nove competidores que tem um histórico de serem mal-sucedidos no amor e em relacionamentos. Aprendendo a arte do ‘pickup’ como é ensinada pelo artista da sedução Mystery (Erik von Markovik) e seus wings, suas vidas irão mudar.

A primeira temporada teve como wings J-Dog (Justin Marks) e Matador (Stan Tayi), e na segunda temporada, J-Dog foi substituido por Tara. Em oito episódios, Mystery ensina os competidores com orientação e treinamento para conhecer potenciais companheiras em vários locais, como bares e boates.

Os competidores do programa disputam entre si através de uma série de desafios. A maioria dos desafios da primeira temporada envolviam conhecer mulheres em diferentes situações, como sobre uma ponte durante o dia ou em uma boate a noite. Alguns dos desafios eram mais curiosos, como o antepenúltimo (na primeira temporada) onde os homens tinham que pegar uma stripper, descrito por Mystery como “o maior desafio”.

Matador, Mystery, J-Dog

Matador, Mystery, Tara

Matador, Mystery, Tara

É interessante assistir esse reality show porque você pode acompanhar uma curta explicação de Mystery sobre PickUp, ele ensina as técnicas dele pros caras e você pode usar o material que ele ensina também que, não preciso dizer, é muito bom. Sem contar que essa série serve de incentivo também. Você vê oito caras que podem ser iguais a você no que se trata de sucesso com as mulheres e eles vão evoluindo, desde o primeiro episódio, quando eles vão conhecer mulheres sem nenhuma técnica, até o último, quando eles já conhecem o Mystery Method e aplicam em uma festa cheia de HB 10.

Série recomendada, muito boa.

Ah, e vale a pena lembrar: nunca é ruim assistir o Mystery sargeando, como ele faz no primeiro episódio das duas temporadas. ;)





Rotinas

12 06 2009

Primeiramente, as rotinas são pequenas conversas (ou em alguns casos, truques) pré-planejadas para falar no set, seja naquela hora em que o maldito silêncio vem e você fica sem nada pra falar, ou seja alguma rotina que demonstre valor superior.

Existem vários tipos de rotinas: histórias, truques de mágica, leitura de mãos, leitura fria, testes de personalidade, entre outras.



Claro que não é legal você decorar uma penca de rotinas e sair jogando em qualquer set, porque pode dar um branco e você pode gaguejar, mostrar que foi decorado ao invés de falar natural, e com isso o set percebe que você tá tentando chamar a atenção delas, e o que deveria ser uma demonstração de valor superior (DVS) acaba se transformando em uma demonstração de valor inferior (DVI).

O certo mesmo é calibrar. Não jogue todas as suas rotinas em um único set, mas duas rotinas para cada um. Assim você calibra, e com o tempo, vai sair mais naturalmente.



Também é interessante inventar suas próprias rotinas. Além de ser uma coisa mais original, você nem precisa calibrar direito, porque veio da sua própria mente, você tem uma idéia geral de onde quer chegar e pode improvisar sem problemas. É bom inventar algumas que tenham a ver com a sua personalidade, o que vai ser mais congruente com você, e com certeza o set não vai estranhar por ser algo diferente, como uma rotina de outra pessoa, uma rotina decorada. Sem contar que isso pode te salvar da vergonha de o set já ter ouvido essa rotina de algum outro PUA, o que é difícil aqui no Brasil, mas não é impossível.



Não se esqueça que o modo que você conta a rotina é muito mais importante do que a própria rotina em si. Tome cuidado com a linguagem corporal para não se contradizer. Mantenha contato visual, cuidado para não gaguejar, controle seu tom de voz. As mulheres são detectores de mentira humanos, você não pode dar chance pro azar. O único jeito de passar por esse detector de mentiras é calibrando, calibre e seja natural!

Abaixo alguns exemplos de rotinas:



Rotina da melhor amiga

Melhor utilizada quando em um 2-set.
Eu: Eu tenho que perguntar. Há quanto tempo vocês se conhecem?
Ela: Blablabla
Eu: Há, sabia.
Ela: Como?
Eu: Vou mostrar. Na verdade vou fazer o teste da melhor amiga com vocês. Preparadas (crie um clima de suspense, como se alguma coisa importante estivesse vindo)? Vocês usam o mesmo shampoo?

A resposta não importa. Se elas se conhecem há muito tempo, vão olhar uma para a outra. Se não se conhecem há muito tempo, vão manter contato visual com você e responder.

Caso elas se olhem:
Eu: Não precisam nem responder. Se vocês não fossem próximas, continuariam olhando pra mim enquanto respondem, mas se duas pessoas tem uma conexão, elas olham uma para a outra primeiro, como vcs acabaram de fazer. Vocês nem precisam falar nada uma para a outra, é como se vocês se comunicassem telepaticamente.





Rotina do 1 ao 4

Eu: Pensa em um número de 1 a 4. Pensa, não fala!
Ela: Tá
Eu: (faz cara de quem tá pensando, de olho fechado, e então se decide [aproveite pra colocar a mão no ombro dela]) É 3!

O “segredo” é que 70% das pessoas falam o número 3.
Eu sempre emendo essa se eu erro o número:
Eu: Aah, então você não é uma pessoa tão interessante quanto eu pensei.
Ela: Pq?
Eu: 70% das pessoas falam o número 3. 15% das pessoas falam o número 2. 12% das pessoas falam o número 1. E 3% das pessoas falam o número 4, ou seja, você é da minoria excluída, as pessoas diferentes (não em um bom sentido).

Adapte as % fazendo com que o número que ela falou seja sempre o 3%





Rotina das mulheres no chuveiro

Eu: Sabia que 93% das mulheres se masturbam no chuveiro? E as outras 7% cantam. Você sabe o que elas cantam?
Ela: Não
Eu: Aah, então você é uma das que se masturbam!





Rotina da transa, casamento, assassinato

Uso essa pra isolar a mulher.
Eu: Vem cá, quero jogar um jogo com você. A gente vai andar por aí e eu vou apontar três caras e você vai dizer se transa, casa ou mata ele. Depois você aponta três mulheres e eu respondo.





Rotina das perguntas

Eu: Vamos jogar o jogo das perguntas. Eu te faço uma pergunta e você me faz uma, e assim por diante. Não vale repetir a pergunta nem mentir, é claro. Faça perguntas que saem esqueletos do armário. Você começa.
Ela: Ah não, por que eu?
Eu: Tá bom. (manda a pergunta)
Pergunta coringa: conte um segredo.





O Jogo – Neil Strauss

3 06 2009

Cansado de se sentir um fracassado na arte da sedução, o escritor e jornalista especializado em rock Neil Strauss assumiu sua dificuldade em atrair o sexo oposto e, com a ajuda de seu mentor, Mystery, desenvolveu as técnicas que o transformariam em objeto do desejo feminino. Para proteger sua verdadeira identidade, adotou o pseudônimo Style, mudou radicalmente sua aparência, pôs em prática aquilo que aprendeu e aumentou incrivelmente o número de mulheres que levou para a cama. O resultado de sua experiência está aqui. Em O jogo, Neil Strauss compartilha com o leitor o resultado da transformação a que ele mesmo se submeteu.

O Jogo é um livro ótimo pra ler. Ele não ensina técnicas como o Mystery Method, e nem é um passo-a-passo de como levar mulheres para cama, mas você se inspira cada vez mais porque vê que o Style era um fracassado, um cara normal e se transformou no que é hoje, um dos maiores PUA do mundo, talvez um dos únicos que possam fazer frente ao Mystery.

O livro conta a vida do Style desde que ele descobriu o PickUp até o fim do Projeto Hollywood. Obviamente estão presentes os relatos de campo que ele, Mystery, Tyler Durden, Sinn e Papa tiveram. Inclusive é interessante usar algumas de suas rotinas porque são muito boas.

No livro, o Mystery Method não é o único método de sedução presente, nele estão a Fast Seduction (Ross Jeffries), Double your Dating (David DeAngelo), Juggler Method (Juggler), Verdadeira Dinâmica Social (Tyler Durden e Papa), entre outros. É legal conhecer mais métodos porque o seu estilo pode não ser o estilo de alguém que usa o Mystery Method, por exemplo.

Livro recomendado.





Paixonite: uma doença?

1 06 2009

Ultimamente tenho visto que algumas pessoas próximas a mim e que são PUA estão ficando apaixonados, e estão preocupados com isso. Mas eu me pergunto: por que ficar preocupado? PUAs também se apaixonam, chega uma hora que uma mulher finalmente prende aquele cara que pega tantas por aí. Já fui obrigado a escutar: “Eu não acredito, eu tô gostando demais daquela mulher, eu tenho paixonite, isso não pode acontecer, imagina quando os outros PUA souberem disso, minha reputação vai por água abaixo”.

Por que a reputação vai por água abaixo? E que porra de reputação? Pra começar, um PUA que se preze não liga para a opinião dos outros. E qual é o problema de se apaixonar? Nós somos seres humanos, por mais que tenhamos técnicas e métodos pra ficar com qualquer mulher.

Eu costumo dizer que cada mulher é um desafio. Algumas são mais fáceis, outras são mais difíceis. E quais são aquelas que mais nos chamam atenção, principalmente se for um cara que pega qualquer uma que aborde?

As mais difíceis, é claro. Se você usa suas rotinas mas não consegue dar o efeito esperado, se você joga um neg mas ela responde e você fica sem resposta, é um desafio maior e você quer ganhar essa mulher. Do mesmo jeito que uma HB 10 não entende por que damos negs nela, por que ela não nos interessa, elas nos querem porque somos um desafio para elas!

E digo mais: isso tá acontecendo comigo. A paixonite está em mim no momento atual. Eu estou afim da minha melhor amiga e não vejo problema nenhum nisso. Mas o problema é que quando estou do lado dela, me transformo num completo beta. Não dou um mínimo sinal de que sou um PUA. Eu sei o que eu devia fazer, mas não consigo, alguma coisa me impede, fico nervoso quando estou do lado dela. Ela namora com um amigo meu, mas eu já recebi vários IDI dela. Como o namorado mora em outra cidade e eles só se vêem em alguns fins de semana, todo dia a gente se fala na sala. Nós andamos abraçados pelos corredores e pelo pátio, andamos de mãos dadas e com os dedos entrelaçados (!), ela ri de qualquer piada minha, ela segura contato visual, ela diz que eu sou lindo, diz que me ama, eu digo que amo ela.

Eu já tenho IDI mais que o suficiente, mas não consigo fazer o que deveria. E eu gosto disso. Por quê?

Porque ela é um desafio, ela é única. Nenhuma outra mulher me fez sentir assim, nenhuma outra me transforma num beta com a sua simples presença. A solução é simples: fazer o que meu instinto mandar. Pode ser uma coisa boa em termos de PickUp, ou pode ser uma coisa ruim. É apelar pro jogo natural.

Resumindo, a paixonite não é uma doença, mas sim um sentimento que nos deixa mais humanos e menos robôs de PickUp.

Abraço.